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Oeste em Desenvolvimento apresenta ferramenta para melhorar o plantio direto

O Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) apresentou e colocou à disposição dos gestores das cooperativas da região o Índice de Qualidade Participativo do Sistema Plantio Direto (IQP), um software que mede a qualidade do sistema de plantio direto. A apresentação foi feita por técnicos da Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e Federação de Plantio Direto, nesta quarta-feira (8), na Associação dos Engenheiros Agrônomos, em Toledo.

Após conhecerem a metodologia, ainda este mês, técnicos, produtores e gestores das cooperativas da Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) participarão de capacitações sobre como aplicar o IQP. A expectativa é que a ferramenta seja utilizada antes da próxima safra, entre abril e junho.

O plantio direto é uma prática de conservação do solo muito utilizada na região, onde mais de 90% dos produtores evitam o uso de máquinas para arar a terra. A ferramenta ajudará a avaliar a qualidade do plantio direto, melhorar as técnicas e corrigir problemas. “Aplicando o plantio direto de forma adequada, a produtividade pode crescer e, com isso, aumentar a renda para os agricultores”, disse o consultor da Diretoria Geral Brasileira da Itaipu, João José Passini.

Segundo Passini, o IQP é composto por oito indicadores, creditando notas de zero a dez. No final, um relatório mostra quais os setores técnicos que influenciaram o índice para baixo ou para cima, como, por exemplo, a necessidade de rotação de culturas e conservação do solo. “De posse dessas informações, o técnico poderá apontar os pontos fortes e fracos e, com isso, indicar os processos mais adequados para melhorar a técnica.”

Segundo o técnico da Emater Adalberto Barbosa, o objetivo do IQP é aprimorar o plantio direto. “Embora tenhamos tido um ano de alta produtividade, temos que cuidar do solo, nosso maior patrimônio. A forma mais adequada é o plantio direto, mas aplicado de forma correta.”

Testes

O IQP atende a um pedido do POD e é resultado de uma em parceria entre a Itaipu Binacional, FPTI e Federação do Plantio Direto. Para chegar à formatação foi feita uma avaliação com 226 produtores da região. Nesta aplicação, a média ficou em torno de seis. Alguns produtores obtiveram médias excelentes, mas outros, muito baixas. “Se partimos do pressuposto que a média é cinco, temos um resultado razoável. Mas queremos chegar a dez”, disse Passini.

Nesses primeiros testes, o relatório apresentou que há pelo menos dois pontos a serem melhorados: rotação de cultura e conservação do solo. Segundo Passini, o principal é a rotação de culturas. “A rotação não é a alternância entre soja e milho, isso é sucessão. Rotação envolve utilização de plantas de cobertura e plantio diversificado entre soja, milho, trigo, feijão entre outras”, explicou.

Outra melhoria urgente é a conservação do solo. Embora o próprio plantio direto seja ideal para isso, ao longo do tempo, os produtores foram tirando ou espaçando os terraços interferindo na qualidade da terra.